Servidores ocupam a Assembleia e votação da Reforma da Previdência é adiada

Trabalhadores ocuparam nesta quinta-feira (23), o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, contra a Reforma da Previdência. Bradando palavras de ordem, com faixas, cartazes, apitos, chegaram a jogar notas de dinheiro falso durante o protesto.

 

Cerca de dois mil servidores participaram do ato, com esta pressão, os manifestantes conquistaram uma vitória parcial neste enfrentamento, a sessão foi suspensa e a votação foi transferida para terça-feira (27).

 

Com o intuito de inibir o movimento o governador acionou a tropa de choque para barrar o movimento. O presidente do Sinsap, André Luiz Garcia Santiago, destacou que o manifesto se fez necessário após diversas tentativas frustradas de um diálogo com o governo.

 

Os servidores cobram também que seja aberta uma CPI da previdência. “Queremos que uma auditoria seja feita por uma empresa idônea ou seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito, avaliando todos os problemas, suas causas e, principalmente, alternativas que não onerem ainda mais os trabalhadores”, afirmou Santiago.

 

Reforma - Entre as propostas do poder executivo, está o aumento da alíquota de contribuição dos servidores de 11% para 14%, proposta esta que está ancorada na Medida Provisória recente do governo ilegítimo de Michel Temer, que sequer foi apreciada pela Câmara Federal.

 

Fusão dos fundos – O projeto dá ao governo 365 dias para leiloar imóveis que pertencem ao antigo Previsul, o plano de previdência dos servidores estaduais extintos há 17 anos. A medida será uma forma de arrecadar recursos para o fundo previdenciário.

 

A fusão é combatida pelos sindicatos sob a alegação que no futuro, o fundo que tinha superavit – onde estão armazenados recursos das previdências dos servidores contratados a partir de 2012 – sofrerá um rombo em pouco tempo.