Com decisão de baixo reajuste salarial Sinsap convoca os agentes para Assembleia Extraordinária

Após decisão do reajuste salarial de 3,04 % dada pelo governo de Reinaldo Azambuja, nesta última terça-feira (27), o Sindicato dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul  Sinsap – MS, convoca os funcionários públicos para uma Assembleia Geral Extraordinária, no próximo dia (2), que será realizada no sindicato ás 14:30hs, com objetivo de discutir sobre o Revisão Geral Anual.

 

O governador eleito com a promessa de implantar a melhor política de valorização aos servidores públicos, deixou de honrar seu dever, fazendo com que cerca de 75 mil funcionários públicos acumulem perdas de 16,38% a 20,44% na atual administração.

De acordo com o presidente da Sinsap, André Luiz Santiago,  a reunião é de extrema necessidade, pois trata de descumprimento de campanha e nos reuniremos para encontrar solução de propostas. Nesta semana, os policiais civis voltaram a espalhar o vídeo da entrevista do tucano ao programa, “O Povo na TV, do SBT MS”, em que promete valorização salarial para a categoria, que teria sido abandonada nos últimos 20 anos.

 É nítido e sabido que o atual governo não esta cumprindo com sua promessa, e devemos estar juntos para reverter à situação, disse Santiago, que também apontou o cálculo feito pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) onde a inflação oficial acumulada na gestão do tucano foi de 23,44%, considerando-se o INPC, que mede o custo de vida para família com renda entre um e cinco salários mínimos. Um abono de R$ 100 a R$200, não é reajuste salarial, afirmou.

O Fórum dos Servidores de Mato Grosso do Sul considerou “muito ruim” a proposta de 3,04%, porque não repõe a inflação média de 7,31% nos anos de 2015, 2016 e 2017.

Para o  presidente da ABSSMS (Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Mato Grosso do Sul), Tiago Mônaco, disse que a oferta é muito baixo, e encontram–se decepcionados, pois há de dizer que é “Uma política de muita promessa, muita imposição, pouco diálogo e bastante indiferença”, analisa.