Agentes protestam por mais segurança e cobram equipamentos de proteção

Com o intuito de chamar a atenção das autoridades relacionadas ao Sistema Penitenciário os agentes de Mato Grosso do Sul realizaram, na manhã desta terça-feira (11), uma manifestação em frente do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande por segurança. A reivindicação já é antiga, e a cada dia se torna mais necessária.

 

Isso devido ao aumento no número de agressões sofridas por servidores no local de trabalho. Só nesse semestre foram sete registros sendo em Corumbá, Três Lagoas e na Capital.

 

Na semana passada, um detento do presídio utilizou parte de um marmitex para construir uma chave e abrir as algemas, ferindo dois servidores, que necessitaram de atendimento médico.

 

 

O presidente do sindicato dos servidores penitenciários, André Luiz SAntiago chama a atenção para o número de agentes penitenciários recomendados pelo CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária): um agente para cada cinco presos nas unidades prisionais. “Em Mato Grosso do Sul, a média é de um agente para 66 presos, sendo que em alguns presídios, como a Máxima, esse número chega a um agente para 900 presos”, afirma.

 

Segundo o sindicalista, neste caso, o número elevado ocorre, pois, em determinados momentos, apenas um agente penitenciário é o responsável por um pavilhão inteiro da Máxima, que chega a ter 900 detentos. Na penitenciária de segurança máxima por exemplo, são dez agentes para 2,4 mil detentos, média de 240 presos para cada agente.

 

Os servidores reivindicam por mais segurança, pela aquisição de equipamentos de proteção como escudos e coletes, e armas não letais como spray de pimenta e taser (arma de choque) e a legalização do uso de arma de fogo durante o expediente. Atualmente, os agentes utilizam apenas apitos durante o trabalho. “O uso dar armas dentro dos presídios é algo polêmico, mas o Sindicato acredita que é essencial já que a criminalidade tem se potencializado dentro das unidades penais e o Estado não pode se manter omisso, precisa qualificar e equipar o servidor, pois o poder do apito não está sendo suficiente”, enfatiza Santiago.

 

O Sindicato defende que a arma só deverá ser usada em determinadas situações, seguindo um protocolo para que de fato, venha garantir a segurança do agente. “Esse armamento só será usado em situações que oferecem risco ao agente, como escolta interna, abertura e fechamento das celas, vistoria, retirada de preso da cela e situações de motim e rebelião”, conclui o presidente.

 

O Sinsap cobrará uma resposta do executivo, e tentará uma agenda com o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira  e com parlamentares para discutir a pauta.