Agentes de Dourados realizam manifesto por mais seguran├ža nas unidade penais

Nesta quinta-feira (13) os servidores penitenciários de Dourados em continuidade aos manifestos em prol de segurança nas unidades, se reuniram em frente ao maior presídio do Estado, o Presídio de Segurança Máxima de Dourados para chamar a atenção das autoridades em relação ao descaso com a vida dos servidores que constantemente são vítimas de violência física.
 
Desde de o início da semana os agentes vem chamando atenção para este problema que só vem aumentando e se tornando cada vez mais crônico. Na terça-feira (11) o manifesto aconteceu na Capital em frente ao presídio de Segurança Máxima. Os dois maiores presídios no estado juntos, possuem uma massa carcerária de quase 5 mil presos, sendo que em todo o Estado o número de presos é de 17,540 mil.
 
Em dourados a situação consegue ser ainda mais caótica o número de plantonista para cuidar de mais de 2,4 mil é de 8 agentes. Em Campo Grande esse número não é muito diferente são 10 plantonistas.
 
O presidente do sindicato dos servidores penitenciários, André Luiz Santiago chama a atenção para o número de agentes penitenciários recomendados pelo CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária): um agente para cada cinco presos nas unidades prisionais. “Em Mato Grosso do Sul, a média é de um agente para 66 presos, sendo que em alguns presídios, como a Máxima, esse número chega a um agente para 900 presos”, afirma.
 
 
 
Segundo o sindicalista, neste caso, o número elevado ocorre, pois, em determinados momentos, apenas um agente penitenciário é o responsável por um pavilhão inteiro da Máxima, que chega a ter 900 detentos. Na penitenciária de segurança máxima por exemplo, são dez agentes para 2,4 mil detentos, média de 240 presos para cada agente.
 
 
 
Os servidores reivindicam por mais segurança, pela aquisição de equipamentos de proteção como escudos e coletes, e armas não letais como spray de pimenta e taser (arma de choque) e a legalização do uso de arma de fogo durante o expediente. Atualmente, os agentes utilizam apenas apitos durante o trabalho. “O uso dar armas dentro dos presídios é algo polêmico, mas o Sindicato acredita que é essencial já que a criminalidade tem se potencializado dentro das unidades penais e o Estado não pode se manter omisso, precisa qualificar e equipar o servidor, pois o poder do apito não está sendo suficiente”, enfatiza Santiago.
 
 
 
O Sindicato defende que a arma só deverá ser usada em determinadas situações, seguindo um protocolo para que de fato, venha garantir a segurança do agente. “Esse armamento só será usado em situações que oferecem risco ao agente, como escolta interna, abertura e fechamento das celas, vistoria, retirada de preso da cela e situações de motim e rebelião”, conclui o presidente.
 
 
 
O Sinsap cobrará uma resposta do executivo, e tentará uma agenda com o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira  e com parlamentares para discutir a pauta.