Sinsap divulga nota sobre Operação Impetus

Nesta quarta-feira 19, foi deflagrada a Operação Impetus, chefiada pelos policiais da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), cumpre mandados na Máxima, em Campo Grande, e no Presídio de Dourados. Os indícios são de que o PCC mantinha organizado um grupo especializado em investigar servidores da segurança pública.
 
Diante do fato o Sindicato ressalta a importância de garantir a segurança dos servidores da Agepen e informa que já foi realizado uma reunião com a Secretaria de Administração do Estado, Roberto Hashioka, Secretário de Justiça e Segurança Pública  Carlos Videira e o diretor-presidente da Agepen  Aud Oliveira, solicitando o uso de armas de fogo pelos servidores durante expediente.
 
 O Sindicato destaca ainda que esse porte seria em momentos estratégicos, como abertura e fechamento da cela e em revistas para garantir maior segurança aos agentes que até então trabalham portando apenas um apito. “Na reunião se demonstraram dispostos a dar encaminhamento a solicitação, compreendendo a importância do ato para segurança nos presídios”, afirma o  o presidente do Sinsap, André Luiz Santiago.
 
 Já em relação da coação sofrida pelos servidores o Sinsap  tem tomado as medidas cabíveis “Infelizmente os agentes penitenciários são constantes alvos de ameaças dos criminosos, e não é de hoje que o Sindicato tem encaminhado oficios para o governo e Agepen para garantir um respaldo maior a esses servidores, que perante as ameaças têm suas vidas modificadas, já que é uma situação que envolve toda a família”, destaca Santiago.
 
Desde 2015 a Instituição tem informado a situação e cobrado que os órgãos responsáveis ofereça um amparo a esses trabalhadores. 
 
Outro caso envolvendo coação aos servidores ocorreu em 2016 envolvendo sete servidores. “Essa é a forma que as facções usam para amedrontar o Sistema e assim demonstram o sentimento de impunidade que impera em meio a criminalidade, oque contribui para que fatos como esses se tornem corriqueiros”, relata André.
 
O Sindicato continuará acompanhando o fato para verificar o nível que ainda existe do risco de morte para esses trabalhadores e continuará cobrando a criação de uma política de suporte e de assistência aos coagidos.