Sinsap declara que motim na PED é reflexo das más condições de trabalho

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul ressalta que o motim que iniciou ontem,21 no Presidio de Segurança Máxima de Dourados, e que precisou contar com a intervenção da Tropa de Choque para controlar a situação é reflexo das más condições de trabalho devido a falta de equipamento e efetivo.

 

O motim iniciou na manhã de terça-feira, quando os agentes, tentaram fazer um confere nas celas após uma suspeita de um plano de fuga. A equipe foi impedida pelos presos, com pedras, facas artesanais e jogando água quente. Por medida de segurança, os agentes deixaram o local e todo o presídio foi trancado. No fim da tarde, foi interrompido o fornecimento de água e energia para esse bloco, onde estão pelo menos 140 presos. Com o auxílio da tropa de choque os agentes penitenciários encontraram no bloco VI 86 facas artesanais e mais de 10 celulares, sendo que a cela 20 do bloco II estava cerrada.

 

Para o presidente do Sinsap, André Luiz Santiago é inadmissível que o maior presídio do Estado, seja tão vulnerável desta forma, para o sindicalista isso é consequência da falta de estrutura dentro das unidades. “Os agentes trabalham nas unidades sem condições, sem equipamentos, apenas com um apito, agora quero saber como um profissional portando um apito consegue manter a ordem e segurança dentro de um presídio? Isso chega a ser até uma brincadeira de mau gosto, e acaba colocando em risco a vida dos servidores”, destaca Santiago. A PED possui mais de 2,5 mil presos. Para 11 plantonistas.

 

O Sinsap destaca ainda que já encaminhou documentos para a Agepen solicitando que o porte de arma seja liberado para os plantonistas nas unidades penais, a fim de aumentar a segurança, mas até o momento ainda não obteve um posicionamento da Agência.

André ainda lembra que outra demanda da categoria é em relação a convocação dos formandos no concurso, em que mais de 500 aprovados aguardam serem chamados. Pessoas que deixaram seus empregos estáveis e que agora passam necessidades.

 

O Sindicato ressalta ainda que é necessário o governo tomar medidas emergenciais para que casos como esse não se tornem corriqueiros. “Não adianta querer vender uma imagem para a sociedade que está tudo sobre o controle, sendo que não está, e como já venho falando a tempos, vivemos um caos no Sistema Penitenciários e quem pagará esse preço será os servidores e a sociedade, já que os presídios de segurança máxima do Estado não tem segurança”, conclui. .