Sinsap visita unidade base do COPE em Campo Grande e encontra estrutura precária de trabalho

Falta de efetivo, estrutura física inadequada e condições precárias de trabalho na unidade base do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), em Campo Grande. Esse foi o cenário encontrado na ultima semana do mês de Setembro, durante visita realizada pelo Sinsap.

 

“É visível a falta de investimentos no COPE. Lembrando que é um grupo de operações especiais e que tem a responsabilidade de executar as escoltas dos detentos no Estado todo, e também agir em momentos de crise nas unidades penais”, explica Santiago.

 

De acordo com o Presidente do Sinsap, André Santiago, a base do COPE está localizada no complexo penitenciário de Campo Grande, e também conta com unidades nas cidades de Naviraí, Dourados e Três Lagoas.  Na capital possui efetivo de apenas 18 agentes (dos quais apenas 12 em atividade) para realizar uma média de 500 escoltas mensais de transferências de detentos.

“O número de agentes para a quantidade de escoltas que são realizadas mensalmente pelos servidores é insuficiente. Esse efetivo realiza diariamente escolta de detentos entre as unidades penais de regime fechado, semiaberto, aberto e também monitoramento. Além das videoconferências", diz

 

Ainda durante a visita realizada na base do COPE foram encontradas condições precárias na estrutura física como por exemplo:

- Falta de alojamento para os agentes do interior do Estado que necessitam pernoitar na Capital para realização das escoltas (Interior-Capital/Capital-Interior).

- Apenas 1 Computador na unidade para realizar todo o trabalho administrativo da base e ausência de materiais básicos de escritório como cadeiras, por exemplo.

- Não é disponibilizado uniformes para os agentes e constam atrasos no pagamento das diárias.

- Ausência da reserva de armamento e também não possui armário para guardar os pertences pessoais.

- Instalações sanitárias inadequadas e insuficientes.

 

“Um outro problema encontrado durante a nossa visita foi a falta de combustível para realizar a escolta dos presos entre as unidades penais do Estado. Verificamos que não é suficiente para que sejam realizadas as atividades”, comenta Santiago.

 

Segundo André Santiago, esses foram apenas alguns dos problemas encontrados durante a visita realizada pelo sindicato. “Agora vamos cobrar soluções do Governo com relação a essa situação pois o COPE é um grupamento que realiza um trabalho importantíssimo para nossa sociedade”, ressalta André Santiago.