Sindicato demonstra insatisfação pela escolha de Figueiredo na Agepen

          Apesar do discurso de satisfação e reconhecimento ao trabalho dos agentes penitenciários do Estado apresentado pelo antigo diretor da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul (Agepen/MS), Coronel Deusdete de Souza Oliveira Filho, a categoria garante que ele não cumpriu com as promessas feitas durante o exercício de suas funções à frente da Agepen, quando seu compromisso era indicar alguém da carreira para assumir o cargo.  “Agora cabe ao sindicato levar ao governo quem foram os verdadeiros executores de todo o trabalho e metas conquistadas durante o período de administração penitenciária desde 2008”, ressalta o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap-MS) André Luiz Garcia Santiago. A reivindicação foi feita durante a solenidade de posse do novo diretor, coronel Pedro Cesar de Figueiredo Lima, realizada na sede da Acadepol, no Parque dos Poderes.

 

            Para Santiago, após a onda de inaugurações e aberturas de novas vagas para internos, o número de servidores permanece quase que inalterado. A entrada de 263 novos servidores para as fileiras da segurança penitenciária, ainda não é o suficiente para atuar com eficiência e segurança dentro das Unidades Penais. “São aproximadamente 14 internos, para cada servidor, sendo que esse número é ainda pior em algumas situações. Convém lembrar, que, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária orienta que haja 01 servidor para cada 05 internos, uma realidade distante para nosso Estado”, afirma. Atualmente, o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul conta com 968 servidores de Segurança e Custódia, 293 da área de Administração e Finanças, 179 de Assistência e Perícia, para a custódia de uma população carcerária de 13.477. 


          Para o sindicato, a problemática do sistema penitenciário vai muito além da ampliação de vagas para a massa carcerária, é necessário que haja também mudanças estruturais. “Que os internos e internas tenham mais dignidade no cumprimento de suas penas e que nós servidores, no desempenho de nossas funções, sejamos mais bem atendidos em nossas reivindicações”, concluiu Santiago.