Suicídios entre Policiais Penais expõem abandono institucional, denuncia FENASPPEN

A Federação Sindical Nacional dos Policiais Penais (Fenasppen) manifesta sua mais profunda solidariedade aos familiares e amigos dos servidores(as) que perderam a vida em circunstâncias trágicas, deixando famílias enlutadas e uma categoria inteira abalada.
As mortes ocorridas em um intervalo tão curto de tempo escancaram uma realidade dura e recorrente vivida pelos Policiais Penais: o descaso do poder público, a falta de valorização profissional, as condições precárias de trabalho e a pressão psicológica constante, realidade que não se restringe à Paraíba, ao Rio Grande do Sul, ao Rio Grande do Norte, mas que também atinge duramente os Policiais Penais em todo o Brasil.
 
A Fenasppen denuncia que assédios, perseguições administrativas e práticas arbitrárias por parte de gestores têm comprometido seriamente a saúde mental dos trabalhadores do sistema prisional. Soma-se a isso a elevada carga de estresse inerente à própria profissão, marcada pela superlotação das unidades prisionais, déficit de efetivo, jornadas exaustivas e insegurança permanente.
A falta de respeito e de valorização, aliada a salários incompatíveis com a responsabilidade da função e à necessidade de plantões excessivos para complementação de renda, aprofunda o desgaste físico e emocional da categoria, criando um ambiente adoecedor que pode levar a desfechos extremos, como os recentemente registrados.
 
Diante desse cenário, reforçamos que não se pode tratar essas perdas como fatos isolados. Elas são consequência direta de uma política de abandono institucional que insiste em ignorar os alertas feitos há anos pelos sindicatos e pela categoria.
Seguiremos firmes na cobrança por providências concretas, políticas efetivas de cuidado com a saúde mental, valorização profissional e respeito aos Policiais Penais. A Fenasppen se soma aos Sindicatos nesta luta, em defesa da vida, da dignidade e dos direitos de todos os Policiais Penais.
 
 
Só em Mato Grosso do Sul foram dois casos de suicídio, de Policiais Penais, no ano passado. Com toda essa situação, de acordo com o presidente do SINSAPP/MS, André Santiago, “vale ressaltar uma necessidade de programa preventivo, de doença mental, de prevenção de suicídios, que comprova a periculosidade da nossa profissão”.
 
* Fonte: Fenaspen
Fonte: assessoria


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